Pais contra exames no 9.º ano. CONFAP reuniu com a ministra para analisar arranque do ano lectivo
A Confederação Nacional das Associações de Pais, CONFAP, manifestou-se anteontem contra a realização de exames nacionais do 9º ano, alegando não estarem criadas condições de igualdade para todos os alunos. De acordo com Albino Almeida, presidente da CONFAP, que transmitiu esta posição à ministra da Educação durante uma reunião com Maria do Carmo Seabra, a forma como decorreu, e decorre, o início do actual ano lectivo não cria condições de igualdade para os alunos. A realização de exames nacionais do 9º ano foi anunciada quinta-feira pela ministra, encontrando-se em discussão pública durante 15 dias. A CONFAP manifestou também reservas quanto a outra novidade anunciada pela ministra: o estabelecimento de um número mínimo de horas lectivas de Português e Matemática. Albino Almeida disse que a CONFAP está "contra o aumento de horas de português e Matemática, em detrimento da Área Projecto e do Estudo Acompanhado", por considerar que a escola tem também a função de "ensinar competências". De resto, acrescentou, o que importa não são as cargas horárias, mas antes "definir muito bem os conteúdos das disciplinas". A CONFAP alertou ainda a ministra para a necessidade de aumentar o número de professores efectivos nas escolas, ponto que, de acordo com Albino Almeida, mereceu a concordância de Maria do Carmo Seabra, que manifestou intenção de alterar a lei de colocação de professores. Os pais pediaram ainda mais medidas contra o abandono e o insucesso escolares, recomendando ainda que não fossem anunciadas mais medidas de política educativa sem ouvir previamente os parceiros sociais.
in JN on line 31-10-2004

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home