Fenprof e FNE ameaçam fazer greve contra medidas do Governo
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional dos Sindicatos de Educação (FNE) admitem fazer quatro dias de greve se o Governo não responder a uma carta reivindicativa que vão entregar amanhã ao primeiro-ministro.
As duas federações sindicais anunciaram hoje, em conferência de imprensa, em Lisboa, a intenção de fazer greve entre os dias 20 e 23 de Junho.Os sindicatos que representam professores, educadores de infância e trabalhadores não docentes vão entregar amanhã a José Sócrates uma carta em que contestam medidas como o aumento da idade de reforma para 65 anos e o congelamento na progressão das carreiras docentes."Com estas medidas o Governo está a esconder a incapacidade de formular políticas que visem o desenvolvimento e o emprego", afirmou o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva.Caso o Governo não dê uma resposta positiva às reivindicações das duas federações, a FNE e a Fenprof vão entregar na quinta-feira um pré-aviso de greve, que terá cobertura regional entre os dias 20 e 23 de Junho.No dia 20 a paralisação abrangerá professores, educadores de infância e trabalhadores não docentes afectos à Direcção Regional de Educação (DRE) do Centro; no dia 21 será a vez dos profissionais afectos à DRE de Lisboa; no dia 22 dos funcionários da DRE do Norte; e no dia 23 dos profissionais da DRE do Alentejo e Algarve.A greve deverá afectar a realização dos exames nacionais de Matemática e Língua Portuguesa dos alunos do 9º ano, previstos para 20, 21 e 22. A primeira fase de exames nacionais do ensino secundário, para os alunos do 12º ano, que arranca dia 17, também deverá ser afectada pela greve.
07.06.2005 - 13h00 Lusa
in "Publico" on line

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